Flora nativa de Imbassaí Beach – Mata de São João – BA

Flora nativa de Imbassaí Beach - Mata de São João - BA

História de Imbassaí Beach

É originariamente uma pequena aldeia indígena que hoje se tornou um dos destinos turísticos mais visitados do Estado da Bahia. Contando com pousadas, bares, restaurantes, lojas de artesanato, delegacia e posto médico. Quando os primeiros navegadores europeus chegaram à Costa dos Coqueiros, no século XVI, a região era ocupada pela tribo indígena tupi dos tupinambás. Daí, a origem do nome Imbassaí, que em tupi significa “caminho do rio”, devido às inúmeras passagens de água doce que escorrem em cascatas e corredeiras, paralelas às dunas, a caminho do mar. Jangadas fazem o transporte de visitantes até as barracas de praia que servem petiscos tanto viradas para o oceano como para o lindo estuário do rio emoldurado pelo vasto coqueiral. A história de Imbassaí se mistura com a da cidade vizinha Praia do Forte, já que possuem uma distância de apenas 13Km entre si. Após o descobrimento da região, mais precisamente em 1549, a comitiva de Tomé de Souza chegou à Bahia e trouxe Garcia de Souza D`Avila, conhecido por Garcia D`Ávila. Em 1551, este construiu a fortaleza estratégica da Casa da Torre ou Castelo Garcia D’Ávila, de grande importância para a colônia que vinha se formando a partir de Salvador.

Restinga e sua biodiversidade nativa

Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr.  - Favinha, Falso barbatimão
Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr.  – Favinha, Falso barbatimão

Sobre a: Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr.  – Favinha, Falso barbatimão

Leguminosae, Mimosoideae, Mimosae, Stryphnodendron Mart.  1837. 30 espécies. (Lewis et al. 2005). 

No Brasil ocorrem 21 espécies das quais 13 são endêmicas (Scalon 2015).

Stryphnodendron Mart., Flora 20(2): Beibl. 117. 1837.

Árvore ou arbusto, ramos inermes. Estípulas caducas. Filotaxia alterna-espiralada. Folha bipinada, multijuga, raque menor que o pecíolo; nectário presente. Inflorescência espiga, axilar. Flor séssil, actinomorfa, pentâmera, monoclina, hipógina, cálice gamossépalo, corola gamopétala, androceu dialistêmone, estames 10, gineceu simples, ovário súpero, pluriovulado. Fruto legume.

Stryphnodendron pulcherrimum (Willd.) Hochr., Bulletin of the New York Botanical Garden 6(21): 274. 1910.

BasiônimoAcacia pulcherrima Willd., Species Plantarum. Editio quarta 4(2): 1061. 1806.

Planta arbórea, ca. 7 m de altura; tronco cilíndrico, estriado, variegado, cinza com marrom inerme; copa fechada; ramo cilíndrico, longo, inerme, tomentoso, pulverulento, lenticelado. Estípula 2, caduca. Filotaxia alterna, espiralada, multijuga; folíolos opostos, oblongos; foliólulos subopostos a opostos, oblongos, lanceolado-oblongo, ápice arredondado, margem inteira, base arredondado, face adaxial glabra, viridescente, face abaxial, pubescente, membranáceo, pecíolo longo, 4 vezes menor que o comprimento da raque, com um nectário convexo presente na base, pulverulento. Inflorescência axilar, espiga longa, congesta; pedúnculo curto; botão oblongo. Flor pequena, séssil, monoica; cálice tubuloso, curto, sépalas inconspícuas; corola simpétala, valvar, amarela; androceu 10, estames com filete com o dobro comprimento do tubo da corola, antera diminuta; gineceu 1, ovário súpero, séssil, plurisseminado. Fruto câmara, linear, plano, glabro, pluriovulado. Semente oblongo-obovado, testa lisa, dura, pleurograma fechado, hilo central.

Comentário

Esta espécie ocorre principalmente em floresta, constituída por plantas inermes, com ramos jovens puverulentos, rufos, inflorescências longas e distinta das demais pelo porte arbóreo.

Na Paraíba ocorre nos remanescentes de mata, comum nos remanescentes do Campus I, porém nunca foi observada em fruto, apenas em flor.

Etimologia: Stryphno: gr.= adstingente; dendron: gr. = árvore.

Nome popular: Caubi

Fotos: Gilberto J. S. Vasconcelos, viveirista Florestal – Restinga de Mata de são João-BA

Referências

-BFG. Growing knowledge: an overview of Seed Plant diversity in Brazil. Rodriguésia, v.66, n.4, p.1085-1113. 2015. (DOI: 10.1590/2175-7860201566411)

-Dionísio, G.P., Barbosa, M.R.V. & Lima H.C. 2010. Leguminosas arbóreas em remanescentes florestais localizados no extremo norte da Mata Atlântica. Rev. nordest. biol. 19:15-24.

-Lewis, G.; Schrire, B.; Mackinder, B. & Lock, M. 2005 Legumes of the World. Kew, Royal Botanic Gardens.

-Lewis, G. P. 1987. Legumes of Bahia. 1–369. Royal Botanic Gardens, Kew.

-Lima, A.G.; Souza, V.C.; Paula-Souza, J.; Scalon, V.R. 2020. Stryphnodendron in Flora do Brasil 2020. Jardim Botânico do Rio de Janeiro.Available at: <http://reflora.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB19133>. Accessed on: 09 May 2021

-Scalon, V.R. Stryphnodendron in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Available in: . Access on: 04 Jun. 2015

-Simon, M., Pastore, J., Souza, A.F., Borges, L., Scalon, V.R., Ribeiro, P.G., Santos-Silva, J., Souza, V.C., & Queiroz, L.P. 2016. Molecular Phylogeny of Stryphnodendron (Mimosoideae, Leguminosae) and Generic Delimitations in the Piptadenia Group. International Journal of Plant Sciences, 177, 44 – 59. https://doi.org/10.1086/684077

Exsicatas

Herbário Reflora

Posted by Rubens Queiroz at quinta-feira, dezembro 05, 2013  

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Labels: – Flora virtual da Paraíba Leguminosae – FabaceaeMimosoideaeStryphnodendron